A multifuncional da empresa é duplex. O driver instalado nas máquinas também é. E, ainda assim, o relatório de bilhetagem mostra que a maior parte do volume sai em simplex — uma folha por página, com o verso em branco. Não é falta de equipamento: é a configuração que veio de fábrica e em que ninguém mexeu desde a instalação.
Esse desperdício nunca aparece sozinho numa nota fiscal: ele se dilui em resma a mais, arquivo que enche mais rápido e bandeja que acaba no meio do expediente. Deixar o frente e verso como padrão é um dos poucos ajustes que reduzem consumo sem exigir disciplina de ninguém: o usuário continua clicando em imprimir do mesmo jeito, e o documento de várias páginas chega com metade das folhas.
O que significa, na prática, deixar o duplex como padrão
Impressão frente e verso automática é o recurso em que o próprio equipamento vira a folha e imprime o outro lado. Na ficha do modelo, confira se o duplex vale também para a cópia e a digitalização.
O que faz diferença é onde o padrão é definido. A mesma opção existe em quatro camadas, com alcances bem distintos — e é por isso que tanta gente “já configurou” e continua vendo simplex no relatório.
| Onde o padrão é definido | Alcance | O que esperar |
|---|---|---|
| Painel do equipamento | Todo mundo que imprime naquele equipamento | Vale também para a impressão direta do painel, como pendrive; a cópia tem padrão próprio no mesmo menu |
| Fila de impressão no servidor | Todas as máquinas que usam aquela fila | Um ajuste vale para o parque inteiro; é o caminho natural quando existe servidor |
| Driver na máquina do usuário | Só aquele computador | Precisa ser repetido em cada máquina e volta ao padrão numa reinstalação |
| Dentro do aplicativo | Só aquele documento ou aquele programa | Útil para exceções, nunca como política |
A regra que funciona é empilhar: definir no equipamento e na fila, deixar o driver coerente com os dois e reservar o aplicativo para a exceção. A troca para uma folha só continua a um clique de distância.
Os erros que fazem o ajuste não pegar
Mudar numa máquina e achar que valeu para o parque
Alguém abre as propriedades da impressora no próprio computador, marca o duplex e considera o assunto resolvido. No mês seguinte o simplex caiu uns poucos por cento — exatamente a fatia daquela pessoa. Sem servidor de impressão, o ajuste precisa ser aplicado máquina por máquina, com lista de conferência, e não com um recado no grupo.
Ligar o duplex e ignorar o papel que está na bandeja
Papel muito leve ou muito encorpado atravessa o caminho do duplex com mais atrito, e o resultado é atolamento no verso. A gramatura aceita no frente e verso automático está na ficha do equipamento e costuma ser mais estreita que a da impressão simples — confira antes de padronizar.
Esquecer o documento que não pode sair em frente e verso
Guia com código de barras para autenticação, documento que será assinado e digitalizado página por página, ficha que vai para pasta com furação, formulário pré-impresso: nesses casos o verso ocupado atrapalha. Mapear as exceções antes evita desligar o padrão da empresa inteira por causa de dois documentos.
Não medir antes nem depois
Sem o número de antes, o ajuste não tem como provar que funcionou, e o que sobra é a impressão de que “parece ter diminuído”. O relatório de bilhetagem costuma separar páginas impressas de folhas usadas, e é essa diferença que mostra o duplex trabalhando.
A conta que você faz com os seus números
A economia do frente e verso é só em papel: as páginas impressas continuam as mesmas, e por isso o custo de toner e o volume contratado não mudam. A fórmula é direta, e os valores são os da sua empresa:
Folhas economizadas por mês = (páginas por mês que podem sair em duplex ÷ 2) × taxa de adesão.
Economia mensal = folhas economizadas × preço da folha, sendo o preço da folha o valor da resma dividido por 500.
Use o total de páginas do último relatório, sem as exceções mapeadas, e o preço da resma da última compra. A taxa de adesão existe porque nenhum parque chega a 100%. O ganho de arquivo e de reposição de bandeja vem junto e não entra nessa conta.
Checklist para padronizar sem gerar reclamação
- Tire do relatório de bilhetagem a divisão atual entre simplex e duplex, por equipamento e por setor.
- Confira na ficha de cada equipamento se o duplex é automático e qual é a gramatura aceita nesse modo.
- Liste as exceções reais — guias com código de barras, documentos para assinatura, formulários pré-impressos — e quem imprime cada uma.
- Defina o padrão no painel do equipamento e na fila; só depois ajuste o driver, para que as três camadas digam a mesma coisa.
- Avise antes, em uma frase, mostrando onde fica a opção de voltar para uma folha só.
- Deixe os setores de exceção com uma fila própria em simplex, em vez de abrir exceção no padrão geral.
- Compare o relatório 30 dias depois, pela diferença entre páginas impressas e folhas consumidas.
Esse ajuste rende mais junto com os outros dois que atacam a mesma conta: saber quanto custa cada página que a empresa imprime e organizar a cota de impressão por usuário. Na locação da MarqueSys, a bilhetagem vem conforme o plano contratado, e a nossa equipe configura o duplex no equipamento e na fila durante a instalação — inclusive nos parques de escritórios e empresas de serviços.
Quer o duplex como padrão no seu parque e o relatório para provar o ganho? Fale com a MarqueSys pelo WhatsApp: chamar no WhatsApp (34) 3199-5182. Somos de Uberlândia, com equipe própria local e profissionais experientes para instalar, configurar e dar manutenção no equipamento.






